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Governo fará PIX de R$ 5,1 mil por pessoa que perdeu bens e casas nas chuvas do RS, anuncia Rui Costa

Governo definiu a criação de um vale para famílias desabrigadas.

Por André Miranda

15/05/2024 às 14:49:22 - Atualizado h√°
Foto: Folha - UOL
Governo definiu a criação de um vale para famílias desabrigadas. Presidente faz terceira visita ao estado desde o começo das chuvas e cheias, há duas semanas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncia nesta quarta-feira (15), em São Leopoldo (RS), um pacote de ações voltadas para famílias atingidas pelas chuvas e cheias no Rio Grande do Sul.

Como adiantou o blog do Valdo Cruz, o governo federal deve anunciar a criação de um auxílio em parcela única para famílias de baixa renda que ficaram desabrigadas.

Lula também deve incluir famílias em estado de vulnerabilidade na folha de pagamento do Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo federal.

"Estamos aqui para anunciar outras medidas. Essas, voltadas ao cidadão, à pessoa física [...] Para as pessoas que perderam sua geladeira, seu fogão, sua televisão, seus móveis, seu colchão. Uma ajuda para essas pessoas. Será atestado pela Defesa Civil de cada município aquela poligonal, aquelas ruas onde as pessoas perderam seus objetos", informou Rui Costa, da Casa Civil.

"Essas pessoas terão de forma rápida, facilitada, via Caixa Econômica, a transferência nas suas contas, via PIX, de R$ 5,1 mil", disse Rui.

"Todas as pessoas que perderam seu objetos. A comprovação se dará apenas pelo endereço que a pessoa mora. Quem perdeu todos os documentos vai lá, diz seu CPF. Vai ser via aplicativo da Caixa, com a autodeclaração das pessoas. E esse endereço, evidente, será checado."

Terceira viagem ao RS

O presidente faz a terceira visita ao estado em duas semanas. O Rio Grande do Sul enfrenta as consequências das enxurradas, que provocaram prejuízos em mais de 400 dos 497 municípios gaúchos.

Viajaram com Lula, além da primeira-dama Janja:

o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso;

os ministros Rui Costa (Casa Civil), José Múcio (Defesa), Fernando Haddad (Fazenda), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Nísia Trindade (Saúde), Esther Dweck (Gestão), Marina Silva (Meio Ambiente), Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Jader Filho (Cidades) e Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social).

os comandantes Marcos Sampaio Olsen (Marinha), Tomás Miguel (Exército) e Marcelo Damasceno (Aeronáutica);

o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o presidente da Conab, Edegar Pretto.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que não faltam medicamentos e vacinas e reclamou de informações falsas sobre o tema. A ministra afirmou que serão distribuídas 1,2 milhão de doses de vacinas no estado.

Fernando Haddad afirmou que terá uma reunião nesta quinta-feira (16) com bancos públicos para discutir formas de apoiar a manutenção de empregos nas empresas afetadas pela catástrofe.

"Não temos como escapar dessa tarefa que será longa, de desenhar as ações necessárias para criar um instrumental. Que seja possível atender a necessidade de cada família, de cada município, para que cada estado como um todo seja contemplado [...] Esse trabalho vai se estender, e a cada semana serão duas a três novas medidas", disse.

Presidente Lula viaja pela terceira vez ao RS

Calamidade no RS

As chuvas e cheias de rios mataram pelo menos 149 pessoas, alagaram cidades, destruíram casas e bloquearam rodovias. Porto Alegre e cidades da região metropolitana continuam alagadas.

Desde o início das chuvas e das cheias, há duas semanas, Lula reuniu ministros e fez uma série de anúncios de medidas de socorro ao Rio Grande do Sul, como:

Decreto de calamidade, aprovado pelo Congresso;

Abertura de linhas de crédito para empresas e produtores rurais;

Antecipação do pagamento de benefícios;

Liberação de R$ 5 bilhões para ações emergenciais de ministérios;

Carências no pagamento de financiamentos;

Projeto que suspende pagamento da dívida do RS com a União por três anos.

O governo federal liberou recursos emergenciais, para atendimento imediato das vítimas, e também discute um pacote bilionário para reconstruir a infraestrutura gaúcha. O governo do estado estima esse custo em, pelo menos, R$ 19 bilhões.
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