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Ex-assessor de Bolsonaro é orientado a dizer que não há provas de que monitorou ministros do STF

No depoimento previsto para esta quinta-feira (22), Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, já tem a versão sobre a principal suspeita contra ele.

Por André Miranda

21/02/2024 às 21:43:28 - Atualizado h√°
No depoimento previsto para esta quinta-feira (22), Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, já tem a versão sobre a principal suspeita contra ele. À Polícia Federal, ele foi orientado a dizer que:

não há provas de que monitorou ministros do Supremo Tribunal Federal

não há equipamentos de vigilância com ele e que nunca os usou

não abasteceu, ilegalmente, Bolsonaro com informações para tentar um golpe de Estado

Além de Câmara, outros dez investigados devem ser ouvidos pela Polícia Federal em Brasília. Entre eles, o presidente Jair Bolsonaro. Os depoimentos fazem parte da operação que apura a tentativa de um golpe de Estado.

A defesa de Marcelo Câmara diz que a estratégia é não ficar em silêncio. "A intenção da defesa é responder às perguntas e contribuir com a investigação", disse Eduardo Kuntz ao blog.

Marcelo Câmara foi preso na operação que investiga tentativa de um golpe de Estado durante o governo Jair Bolsonaro para evitar um revés nas eleições de 2022.

Segundo as investigações, Câmara atuava coletando informações que "pudessem auxiliar a tomada de decisões do então Presidente da República Jair Bolsonaro na consumação do golpe de Estado".

O militar do Exército também é suspeito de participar de "monitoramento do itinerário, deslocamento e localização do Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e de possíveis outras autoridades da República com objetivo de captura e detenção quando da assinatura do decreto de Golpe de Estado".

Tércio Arnaud

A defesa de Tércio Arnaud, também ex-assessor de Bolsonaro, feita por Eduardo Kantz, também o orientou a responder as perguntas.

Segundo a PF, Tércio fazia parte do chamado "Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral". A suspeita é que ele atuava na produção, divulgação e amplificação de notícias falsas quanto a lisura das eleições presidenciais de 2022 com a finalidade de estimular seguidores a permanecerem na frente de quarteis e instalações, das Forças Armadas, no intuito de criar o ambiente propício para o golpe de Estado.
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